COISAS DE PAIS

COISAS DE PAIS
AFONSO (13), TITÃO (11), DUDU (7), NONÔ (7)

sábado, janeiro 21, 2017

Coisas de Memória, a quanto obrigas!

Primeira aula de teatro da Nonô, a minha Esquecida preferida...


(Mãe) Então, filha? Gostaste?

(Nonô) Adorei! Eu troco é as falas todas! Mãe, eu estive a pensar... e acho que tenho de tomar Memofant!

Coisas de Nonô-Pássaro

"Crianças são pássaros, mostre-lhes as suas asas.

E mesmo que ainda não saibam usá-las,

dê-lhes consciência das suas possibilidades..."

(Mithaly Corrêa)

sexta-feira, janeiro 20, 2017

Coisas de Modernices


(Mamã) Meninos, têm trabalhos de casa?

(Nonô) Sim, mãe. Mas tem de ser no teu computador. Temos de resolver uns exercícios na Escola Virtual.




Simples. Fácil. Direto. Divertido. O único problema é que a mãe também precisava do computador e eles ainda tiveram de resolver os exercícios à vez.
Os mais velhos tiveram computador aos 10 anos. Querem lá ver que estes vão precisar já de um aos 7?

Coisas de que só o Dudu se lembra

(Dudu) Ó mãe, se nós podemos ser alérgicos aos alimentos, alérgicos aos animais... será que também podemos ser alérgicos às pessoas? Ou, pelo menos, a algumas...

Nem tu imaginas quanto, filho!

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Coisas de Mana para todo o serviço

(Dudu) Mãe, sabes que hoje o AA. resolveu, do nada, começar a dar-me pontapés? Eu disse que ia dizer à professora, mas ele depois disse que, se eu fosse dizer, ele ia dizer que eu também lhe tinha dado pontapés primeiro...

(Mãe) Hum... Então e tentares conversar com ele? Ele não costuma fazer isso. Podia estar numa dia mau, ou ter-lhe acontecido qualquer coisa. Podes tentar perceber o que aconteceu e fazê-lo perceber que ele fez mal. Sem medos.

(Dudu) E se ele me dá outra vez pontapés?

(Nonô, prontamente) Aí quem vai falar com ele SOU EU! E não ameaço que vou dizer à professora. Vou é logo falar com a diretora!!!


O assunto não é simples nem bonito... mas sendo esta a primeira vez que vejo a Nonô armada em leoa, a defender o irmão, confesso que até fiquei um bocadinho enternecida.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Coisas de Desenhos à la Dudu

Podia ter desenhado um carro. Uma casa. Uma paisagem. Mas o Dudu, o Trágico, gosta mesmo é de outro tipo de desenhos...


(Mãe) É uma montanha, filho? Ou é o mar?

(Dudu) Então não vês a data? 1755! É o terramoto de Lisboa!!!

terça-feira, janeiro 17, 2017

Coisas que as Mães também fazem de errado

Sempre que termina a patinagem, a Nonô tem o hábito de desaparecer da vista da sua mamã e ir dar voltas e voltinhas ao pavilhão. Esconde-se, quando a mamã a descobre finalmente ela desaparece outra vez... e digamos que desaparecer de patins não dá lá muitas hipóteses à sua mamã carregada de tralhas, as suas e da filha.

A mamã pediu várias vezes à filhota que não lhe fizesse aquilo. Porque a mamã precisava de voltar para casa, e tem mais que fazer do que andar às voltas atrás da filha.

Hoje a filhota voltou a fazer o mesmo... e a mamã passou-se! Pegou nas ditas tralhas e foi para o exterior do pavilhão, à espera que a Nonô se cansasse de fugir da mamã. Outras mamãs foram-lhe dizendo que a filhota andava às voltas. Depois que já estava a perguntar pela mamã. E que se sentou finalmente na bancada, onde devia ter logo tirado os patins. Não foram mais de 10 minutos, e ela até tinha o irmão à frente, no treino, ainda lá estavam as treinadoras e vários pais que ela conhece. Ainda assim, mal a mamã resolveu desfazer a partida e ela a viu, correu para ela com os olhos marejados de lágrimas e o coração a bater depressa.

(Nonô) Onde é que foste? Andei à tua procura...
(Mamã) Como eu ando todos os dias à tua procura, enquanto tu foges de mim. Não é agradável, pois não? Ficamos preocupados, os minutos parecem horas...
(Nonô) Mas tu não podias fazer isso!

Demos um abraço e fomos para o carro, onde ela se encostou a um cantinho, muito triste.

(Nonô) Eu percebi o que tu fizeste. Mas tu não podias fazê-lo, mamã. Eu estou muito triste. E desiludida...

E a mamã, que até tinha achado esperta a sua ideia, ficou de repente destroçada. Encostou o carro na berma, pôs a filhota ao colo e cobriu-a de beijos, numa confusão de lágrimas, da filha e da mãe, da mãe e da filha.

(Mamã) Desculpa, meu amor! Desculpa.

Não por não ter feito nada que a filha não tivesse já feito também. Não que a filhota não merecesse mesmo uma lição. Mas por não ter sido suficientemente criativa para pensar numa forma de ensinar a filha sem ter de lhe pregar um susto. Sem lhe provocar lágrimas nem corações a bater. Não lhe pagar da mesma moeda. Nem ter sido esperta o suficiente para perceber que a sua filhota a tem em grande conta, o suficiente para se desiludir se a mamã embarca por soluções destas.

(Mamã) A mamã não torna a fazer nada igual.
(Nonô) E eu não torno a fugir de ti.

Terá percebido. Mas a mamã também tirou daqui grandes lições...

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Coisas de Pino Estrela e suas derivações

O desafio era fazer um "triplo-pino-estrela" (não sei se isto existe mesmo ou se foram eles que inventaram, mas até soa a coisa importante...), mas havia um problema: o Titão já não tem a flexibilidade dos mais novos para andar metido em pinos. Felizmente, tinha dois belos mestres...


Seguiu-se o Dudu, depois a Nonô, e a coisa teria dado mesmo certo se ao "triplo-pino-estrela" não se tivesse juntado o "deita-abaixo-mor", que conseguiu, com um único par de cócegas, transformar a "estrela-tripla" numa bela "estrela-cadente"...

- Afoooooooooooonnnnnnnnnnnnnnso!


Pescoços intactos, ninguém vomitou o jantar... tudo para a cama! "Pinos-estrelas-cadentes", enquanto me lembrar desta, só para o próximo século...

Coisas de Árvore das Maravilhas

E a paixão pela única árvore do nosso jardim continua...


Frio? O que é isso?!

domingo, janeiro 15, 2017

Coisas de livraria Gatafunho ao rubro!

Tínhamos uma festa de aniversário à tarde, e a mamã, perante tamanha manhã de sol, lembrou-se de fugir dos centros comerciais e ir procurar um presente na vila de Oeiras, que tem sempre umas lojas originais e acolhedoras, onde apetece mesmo entrar.
Esqueci-me de que era domingo e o comércio de rua está habitualmente fechado. Bem... não todo! Porque por entre os cafés de simpáticas esplanadas, havia uma loja que se mantinha de portas abertas. Uma loja muito especial, recheada de livros que só com muita resistência não trazemos para casa (Todos. Todos eles!). Recheada também de muitas crianças e adultos, que ali esperavam por uma história...
A mamã já não se lembrava, porque há muito tempo que não ia para ali a um domingo, mas esta livraria especial, chamada Gatafunho, tem todos os domingos de manhã, pelas 11h30m, um contador de histórias a fazer aquilo que melhor sabe: contar e encantar. Crianças e graúdos.
E assim se encheu não só a loja, mas depois o largo, com pessoas de todas as idades, a ouvirem, debaixo de um sol acolhedor, algumas histórias da nossa tradição oral. O presente teve de esperar, a Nonô ficou encantada, e a mamã ainda trouxe três livros para casa.
E lá podia ter sido uma manhã melhor?



Obrigada, António Fontinha, o contador deste domingo.
Obrigada, Gatafunho, por esta e todas as outras manhãs de magia. Pelo espaço. Pelo conceito. E pela vossa paixão.