COISAS DE PAIS

COISAS DE PAIS
AFONSO (13), TITÃO (11), DUDU (7), NONÔ (7)

quinta-feira, fevereiro 16, 2017

Coisas de Dia dos Namorados especial

Na sala dos gémeos, a professora este ano teve uma ideia original para celebrar o Dia dos Namorados. Todos os alunos da turma tiravam um papelinho com um nome de um colega, e tinham de escrever num papel o que é que viam nele, de melhor. E assim, no dia do Amor, todos receberam elogios que os deixaram mais felizes e confiantes, o que também permitiu reforçar laços improváveis.

Mas as surpresas não se ficaram por aí... Para casa cada um levou uma folha com corações-raspadinha, onde escreveram aquilo que lhes ia na alma para a família.
A Nonô escreveu em cada coração o que sentia pela família e desejava para ela. O Dudu resolveu escrever para vários membros da família o que sentia por eles:

"Mãe - Eu sei que tu gostas do pai, mas eu também gosto de ti..."

"Avô - Tu és engraçado e eu gosto de ti."

"Avó - Gosto muito de ti."

"Sebastião - Eu gosto de brincar contigo."

"Afonso - Quando é que arranjas uma namorada?"


quarta-feira, fevereiro 15, 2017

Coisas de Recado de Dudu


(Dudu) Ó mãe, não tires o papel que está à porta do meu quarto, está bem?

(Mãe) O que é?

(Dudu) Um recado para a Glícia não arrumar o meu quarto. Depois ela arruma os meus brinquedos e eu gosto que eles estejam a decorar a minha secretária...


A Glícia é a senhora que nos dá uma valente ajuda cá em casa, e que faz um esforço heróico para a manter arrumada, no meio do caos que nós somos todos.
Hoje vai ter uma boa surpresa quando chegar ao quarto do Dudu. "Menos um..."


Coisas de Estudar Inglês


(Dudu) É mais fixe fazer isto se for com o Titi Avô...

E cá está ele...

Coisas de Formação Mum's The Boss

Num modelo de ensino mais voltado para as competências, precisamos que todos os agentes educativos se envolvam nesta equação maravilhosa, que engloba também os pais, e tem no centro a criança.
A minha querida Magda Dias vai dar um curso de competências parentais nos dias 30 e 31 de março, dirigido a técnicos das CPCJ, elementos da Segurança Social, diretores de turma, educadores de infância, mediadores, técnicos na área da educação e saúde, advogados, médicos, enfermeiros, auxiliares, professores e todos os profissionais interessados no tema, que visa a capacitação dos mesmos para o auxílio aos pais na otimizacão de estratégias que permitam um melhor desempenho das suas funções parentais.

Mais informação AQUI!

domingo, fevereiro 12, 2017

Coisas de Mamã Velhota

Ontem diziam umas amigas minhas da juventude a outra amiga mais recente, que eu era como o nosso Presidente Marcelo. Dormia 4 horas e já era muito, que a vida era para aproveitar como deve ser.

Pois bem, desfaço o mito. A mamã dormiu pouco, durante muitos anos. Mas agora, a chegar aos 40, e com 4 filhos a puxar por si, é mais isto...

Coisas de Dia de Sol

Ou de falta dele... Por isso mesmo, enquanto a Nonô ficava em casa, por causa da chuva, as suas bonecas apanhavam banhos de sol, em pelota.


Volta, verão! Temos tantas saudades tuas...

sábado, fevereiro 11, 2017

Coisas de Sebastião, o Poeta

- Sebastião, vai fazer o texto para Português.

- Sebastião, já vamos quase a meio do mês.

- Sebastião, tens de subir a nota a Português.


Hoje foi o dia. Fechou-se no quarto e, num dia de intensa chuva, resolveu escrever um poema... sobre o Sol!




E no meio da sua aversão
ao Português chato e à gramática sem paixão,
Não querem lá ver que descobriu a sua vocação?
Ser poeta, o meu querido Sebastião...

quinta-feira, fevereiro 09, 2017

Coisas de Rir para não Chorar

À minha avó Maria, que hoje faria anos (e em quem me reconheço em tantos dos meus, nossos, sorrisos).

Rir para não chorar
(texto publicado na última edição da Revista Mais Alentejo)

"Sempre gostei de compreender o porquê dos olhos húmidos ou das mãos suadas daqueles com quem me cruzo. Dos olhos que se baixam ou levantam ao céu. Das pernas que abanam. Dos pés que batem compassadamente no chão. Gosto de ouvir, mas não gosto menos de observar e sentir o outro, na certeza de que ninguém é só o que aparenta, tão pouco o que faz ou o que diz.
A minha avó, mulher do campo, dessa aldeia que José Luís Peixoto tem posto nas bocas do mundo – Galveias – tinha a particularidade de fugir com os seus olhos dos nossos. (Não era fraqueza. É que os olhos dos outros, no tanto que dizem, distraem-nos do que queremos dizer. Quem nunca se perdeu nos olhos de alguém?) E sorria. Sempre. Com um riso a acompanhar a boca rasgada, qual banda sonora das maiores revelações. O homem que se enforcara numa árvore. A vizinha roubada. Os filhos da terra que nunca voltaram da guerra. Ou as vizinhas que iam morrendo, rua afora, deixando-a sozinha na última casa. “Porque é que a avó se ri quando diz estas coisas?”, perguntavam-se os netos, intrigados. A banda sonora parecia não acompanhar a mensagem. E nenhum de nós entendia, porque nenhum de nós conseguia compreender o que era ter vivido, crescido, trabalhado, casado, tido filhos, existido e resistido, num lugar e num tempo como o dela.
Um dia, resolvi sentar-me, de gravador em punho, a ouvir a sua história. O trabalho no campo explicava a curva das suas costas e as noites a costurar as artroses nos dedos. Os cinco filhos mediam-se no peito farto. Mas o riso, esse, aparecia quando recordava as vezes que teve de deixar o filho mais novo num caixote, para poder ir trabalhar. Quando ficou sem leite, na última gravidez tardia, e teve de alimentar a bebé a açorda. Quando três dos filhos foram combater em África. Quando os mais novos emigraram. Quando o marido adoeceu e a deixou sozinha.
“Mas porque é que ela se ri quando diz estas coisas?” Porque muitas das agruras da vida não podem ser evitadas. Resta-nos optar pela forma como a elas reagimos. Chorando. Mas, se possível e quando possível, rindo.

Vivemos tempos de incertezas. Trump sobe ao poder e não faço ideia de como estará o mundo quando esta crónica for publicada. Nova Guerra Fria, Terceira Guerra Mundial, Atentados terroristas, Muros levantados, Crise dos refugiados, Armas, Genocídios, Pandemias, Alterações climáticas irreversíveis, Esgotamento da Terra. As palavras invadem o nosso dia-a-dia e a verdade é que nenhum de nós, cidadãos comuns, tem neste momento como garantida a sua segurança, a paz do seu território, a sustentabilidade do seu planeta.
Pergunto-me muitas vezes que mundo é este que estou a deixar aos meus filhos. Um mundo de pernas para o ar onde nada daquilo que entendemos ser absurdo, parece ser evitável. Mas existe sempre um reduto: a nossa atitude. Como rezava São Francisco de Assis – aquele que terá inspirado o Papa Francisco na escolha do seu nome, exatamente pela sua atitude - “Senhor, dai-me força para mudar o que tem de ser mudado. Resignação para aceitar o que não pode ser mudado. E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”
Creio que a minha avó, na sua humilde forma de ser e viver, tinha essa sabedoria. Nas adversidades, arregaçava as mangas. Em relação a tudo o resto, mesmo que lhe custasse o mundo, sorria. Pois que essa sabedoria nos assista também, para os tempos que se avizinham."

Coisas de Dudu, o Catastrófico

(Dudu) Mãe, este agora é o meu livro preferido!


Quais Geronimo Stilton, Banana ou Tio Patinhas... O que interessa mesmo a um menino de 7 anos são os anos da peste negra, o desastre do Titanic e o terramoto de 1755.

Sempre a aprender com eles...

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

Coisas de Mandamentos Montessori

Porque vale a pena lembrar...

1.Crianças aprendem com aquilo que está a seu redor.
2.Se você critica muito uma criança, ela aprenderá a julgar.
3.Se você elogia uma criança com frequência, ela aprenderá a valorizar.
4.Se a criança é tratada com hostilidade, ela aprenderá a brigar.
5.Se você for justo com a criança, ela aprenderá a ser justa.
6.Se você frequentemente ridicularizar a criança, ela se transformará em uma pessoa tímida.
7.Se a criança cresce sentindo-se segura, aprenderá a confiar nos outros.
8.Se você denigre a criança com frequência, ela desenvolverá um sentimento de culpa que não é saudável.
9.Se as ideias da criança são aceitas regularmente, ela aprenderá a se sentir bem consigo mesma.
10.Se você for condescendente com a criança, ela aprenderá a ser paciente.
11.Se você elogia o que a criança faz, ela conquistará autoconfiança.
12.Se a criança vive em uma atmosfera amigável, sentindo-se necessária, aprenderá a encontrar o amor no mundo.
13.Não fale mal de seu filho ou filha, nem quando ele ou ela estiver por perto, nem se estiver longe.
14.Concentre-se em desenvolver o lado bom da criança, de maneira que não sobre espaço para o lado mau.
15.Escute sempre a seu filho e o responda quando ele quiser fazer uma pergunta ou comentário.
16.Respeite seu filho mesmo que ele tenha cometido um erro. Deixe para corrigi-lo depois.
17.Esteja disposto a ajudar quando seu filho estiver procurando algo, mas esteja também disposto a passar despercebido se ele já encontrou o que procurava.
18.Ajude a criança a assimilar o que ela não conseguiu. Faça isso enchendo o espaço que o rodeia com cuidado, discrição, silêncio oportuno e amor.
19.Quando se dirigir a seu filho, faça isso da melhor maneira possível. Dê a ele o melhor que há em você.

(19 mandamentos da pedagoga Maria Montessori, Versão em Brasileiro)

terça-feira, fevereiro 07, 2017

Coisas de "onde está o Dudu?"

Eu bem o levo ao parque... mas ele gosta é de árvores!